Pular para o conteúdo principal

Greve: quando a conversa termina mal.


As greves não começam de uma hora para outra. Quem já esteve na mesa de negociação de um acordo coletivo, sabe que o papel de qualquer sindicato é tentar conquistar os maiores reajustes possíveis. Este é o trabalho deles e a pauta de pedidos e reivindicações é sempre grande o suficiente para ter gorduras que serão queimadas ao longo das conversas.
 
Mas greve é sinal de que a conversa acabou. E quando a conversa termina e o diálogo vira monólogo de surdos, a greve acontece. No caso dos servidores públicos, quem mais sofre é o cidadão. Porque nessa guerra entre trabalhadores, movimentos políticos e Governo, o lado mais fraco é o do contribuinte. Por isso, as táticas de comunicação são muitas: todos precisam mostrar seus pontos de vista e buscar aliados. Lamentavelmente, algumas táticas funcionam até além da conta, como pichar um monumento turístico para chamar a atenção sobre uma causa ou mesmo parar o trânsito numa ponte entre duas cidades, com milhares de pessoas presas no trânsito por horas a fio.
 
Se tudo comunica, não só as palavras de ordem ou as de apoio geram percepções favoráveis ou negativas. No calor das manifestações, alguns tolos mais exaltados podem colocar em xeque todo um movimento legítimo de protesto. Os atos de vandalismo explícito e desrespeito também formam opiniões.  Se o silêncio pode comunicar a indiferença, a brutalidade de certos sujeitos vai comunicar muito mais: mostram que alguns querem que seus direitos sufoquem os direitos dos outros, sem culpa e sem limites.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Relações Governamentais.

  As empresas precisarão cada vez mais de comunicadores preparados para navegar nas ondas e tempestades das relações governamentais. A influência dos e de poderes como o Judiciário na sociedade brasileira e consequentemente no livre mercado crescerão cada vez mais.  Entender como funcionam , como negociar e também influenciar as decisões de agentes do Estado é um enorme desafio. E claro, defender seus legítimos interesses de forma legítima será, no meu entender, fundamental para a longevidade do negócio.

República sem censura.

Dia 15 de novembro, data da Proclamação da República, feriado nacional (você já colocou sua bandeira verde-amarela na janela como bom patriota?Rs). E por "república" entendo "coisa pública", como bem me lembro dos meus tempos de escola. E a tal coisa pública, para mim, possui bases cidadãs primordiais. Entre elas, a liberdade de expressão e de opinião, pois pensamento único e tutela, cabresto ou blá-blá-blá oficial com cartilha do que se pode ou não dizer nunca representaram o livre falar dos contribuintes, dos eleitores, da cidadania. Só representaram os interesses dos que se dizem republicanos, mas trabalham para aumentar suas influências ou mesmo perpetuarem-se no poder. E quem está no poder nunca gostou de críticas, tendo sempre uma tendência à censurar ou mesmo calara opositores.Portanto, natural que para essas cabeças dinossáuricas a World Wide Web (WWW), nossa (de todos) Internet, seja uma grande ameaça. A Internet portanto, ao dar liberdade de expressão, con...