quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Meios de comunicação na Venezuela e as eleições.


Acompanhando as eleições do próximo dia 23 de novembro, na Venezuela, que vão indicar novos governadores e prefeitos naquele país, li no El-Carabobeno que numa reunião geral, representantes de diversos meios de comunicação vão acatar a decisão do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), espécie de TRE venezuelano, sobre a divulgação dos resultados.

Ou seja, a imprensa não vai poder emitir informações ou divulgar projeções antes dos boletins oficiais do CNE que darão os resultados das escolhas dos 17 milhões de eleitores venezuelanos. A reunião pareceu marcar um ponto de equilíbrio entre diferentes interesses comerciais, políticos e informacionais que sempre estão presentes nas eleições de qualquer país.

Muito diferente do tom ameaçador, censor e autoritário com que o Coronel Hugo Chávez, atual mandatário venezuelano, fez ao longo da semana contra a imprensa. Um tom intimidatório que foi condenado pela Associação Internacional de Radiodifusão (leia nota oficial, disponível no site da Globovision, acessando:http://www.globovision.com/news.php?nid=104502)

Mais informações, confira em:http://www.el-carabobeno.com/e_pag_esp.aspx?id=A1
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sábado, 15 de novembro de 2008

República sem censura.


Dia 15 de novembro, data da Proclamação da República, feriado nacional (você já colocou sua bandeira verde-amarela na janela como bom patriota?Rs). E por "república" entendo "coisa pública", como bem me lembro dos meus tempos de escola. E a tal coisa pública, para mim, possui bases cidadãs primordiais.

Entre elas, a liberdade de expressão e de opinião, pois pensamento único e tutela, cabresto ou blá-blá-blá oficial com cartilha do que se pode ou não dizer nunca representaram o livre falar dos contribuintes, dos eleitores, da cidadania. Só representaram os interesses dos que se dizem republicanos, mas trabalham para aumentar suas influências ou mesmo perpetuarem-se no poder. E quem está no poder nunca gostou de críticas, tendo sempre uma tendência à censurar ou mesmo calara opositores.Portanto, natural que para essas cabeças dinossáuricas a World Wide Web (WWW), nossa (de todos) Internet, seja uma grande ameaça.

A Internet portanto, ao dar liberdade de expressão, conexão, colaboração, contato, troca e criação de sites, blogs, comunidades e wikis entre centenas, milhares, milhões de pessoas estimula e ultra-potencializa a liberdade republicana aos extremos. Sim, reconheço que como qualquer atividade humana ela tem abusos e crimes, por certo. Isso faz parte do universo humano - mas lembro que não é a ferramenta em si a culpada, mas o usuário. Nessa linha, o automóvel não pode parar de ser produzido porque causa acidentes ou atropelamentos. Quem o faz são os motoristas. O mesmo ocorre na web.

É perfeitamente justo que se queira banir os spams, fiscalizar lan houses, evitar e banir crimes de pedofilia, cortar redes mafiosas que se escondem no anonimato digital e prevenir fraudes eletrônicas...mas para isso não se pode querer abrir todas as cartas que circulam pelos correios para se conferir seus conteúdos, não é mesmo? Nessa linha de comparação, não se pode criar leis que, além de serem de cumprimento impossível, tornarão suspeitos todos os que navegam, visitam, publicam e compartilham informações via web.

É necessário, então, ainda mais nesta data histórica, você leitor (a) ficar atento para a tramitação em Brasília dos mais de vinte projetos de regulamentação, censura e controle governamental do livre acesso à Internet (Lei da Câmara 89/2003 e Projetos de Lei do Senado n. 137/2000 e n. 76/2000). Movimentos de nossos legisladores que merecem maior atenção pois podem tornar a colaboração e a livre construção de conhecimento via web, uma completa ilegalidade. Tornando a rede um local suspeito onde a vigilância se fará constante, qual um Big Brother governamental invasivo e - como feito por humanos, passível de abusos de autoridade.

Para quem quiser saber mais sobre o assunto, alguns links abaixo de blogs que estão se manifestando a respeito. E viva a Liberdade!