sábado, 27 de junho de 2009

Protesto digital.


Impossível não escrever sobre a conturbada eleição no Irã e a onda de repressão que se abateu sobre a imprensa e sobre os manifestantes nas ruas da capital, Teerã. Os protestos ganharam o mundo num "ativismo político digital" nunca visto (sim, a campanha presidencial do Obama foi pr lá de digital, mas neste caso foi diferente).

Vídeos feitos com celulares, postagens de notícias pelo twitter e disseminação de imagens pelo You Tube estão fazendo destes protestos uma resistência digital nunca vista. A liberdade de expressão saiu das ruas e ganhou enorme impacto via internet -ou foi o contrário? Com ela, e peço desculpas pela minha ignorância, constatei que o Irã possui uma classe média ocidentalizada, conectada e aberta ao mundo, com estudantes defendendo a livre expressão de idéias e mulheres defendendo seu direito de não se submeter a um pensamento único. Pensamento e doutrina que prega, entre outros obscurantismos, a proibição das mulheres cantarem em locais públicos e do jeito que são os políticos (os daqui e os de lá), possivelmente, defenderá a queima de livros com idéias diferentes ou "perigosas". Já vimos filmes assim antes na história das ditaduras.

O Afeganistão, por exemplo, já passou por algo semelhante e hoje vive à sombra dos extremismos. E se você, leitor (a) quiser conhecer mais sobre o Afeganistão recomendo: "Forsaken Afghan Women" da fotógrafa Lana Slezic (busque em www.powerhousebooks.com).

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Marketing político.


Uma inovadora estratégia de marketing político chega às bancas de todo o Brasil. Em ano pré-eleitoral, é o Presidente da República que aparece bem na foto, sendo alvo da idolatria de uma modelo na revista Playboy.

Nunca antes na história deste país a mais alta personalidade da República apareceu assim. Isso é democracia e favorece a liberdade de expressão. Lembro de um cartaz de Nixon sentado no toilette, mas a comparação não é boa...

A pergunta é: se fosse outro o personagem político será que a legislação eleitoral permitiria? Ou nada a ver? Boa polêmica. Assim como boa é a apelação do veículo e muito boa é a estratégia da propaganda oficial (que deve ter sido previamente consultada).

Lula é realmente um fenômeno da comunicação, bem assessorado por Franklin Martins e por Miguel Jorge, duas feras da área. Vou comprar a revista e guardar para minhas aulas de semiótica.