domingo, 28 de dezembro de 2014

A Sony e o ditador norte coreano.

As crises de imagem e reputação surgem muitas vezes a partir de crises do próprio negócio. Cada tipo de mercado tem questões ambientais, sociais, de inovação ou mesmo políticas que pesam mais ou menos na balança de análise de riscos do que as outras. O funcionamento do negócio portanto depende muito da taxa de risco que se deseja correr. é assim que funciona a livre iniciativa.

Num país livre e democrático, por exemplo, uma grande marca que trabalha no segmento do entretenimento precisa estar atenta atualmente à tendência de censura, de ideologias ultrapassadas que num discurso do politicamente correto boicotam e cerceiam a iniciativa criativa de empresas, marcas e empreendedores. Uma rápida olhada nas redes sociais traz esse termômetro e consegue calibrar melhor as decisões empresariais (ao menos deveria). 

É o caso da SONY e seu filme "A Entrevista". Em algum momento, as pesquisas de marketing apontaram para a possibilidade de filmar um roteiro que embalaria a caricatura do ditador fascista Kim qualquer coisa... Pronto, eis aí uma bela crise internacional envolvendo não só o ridículo tirano como também o próprio Presidente dos EUA, a mídia global, os patrocinadores do filme e uma enorme gente disposta a dar voz à polêmica de acordo com sua visão do mundo, eu aqui, inclusive. 


A crise consegue tornar-se muito mais séria quando o surrealismo das telas mostra-se muito próximo da realidade. As ditaduras costumam fazer coisas que ninguém poderia sequer imaginar os crimes e as maluquices por parte dos "comandantes supremos" deste ou daquele povo escravizado seriam apenas anedotas de humor duvidoso se alguns desses assassinos não estivessem sentados sobre ogivas nucleares.

A SONY enveredou por esse caminho e entre os riscos analisados não podia imaginar que hackers simpatizantes do regime norte-coreano, ao que tudo indica, ameaçariam o funcionamento da própria empresa. Num mundo complexo e caótico com ditadores sentados sobre mísseis nucleares a vida de grandes e admiráveis marcas como a SONY não estão fáceis.


De qualquer forma, essa confusão toda deverá render bons lucros para a SONY. Merecidos, com certeza. A sátira política costuma incomodar os poderosos, assim como a imprensa livre. No caso do "A Entrevista" os comentários em geral apontam para um exagero completo do líder comunista norte-coreanos cujos dias estão cada vez mais contados mas que declararam que o filme era um atentado terrorista. 


Assim como Cuba, a Coréia do Norte é um museu de horrores cujas masmorras serão mostradas em toda a sua crueldade quando o atual regime virar poeira. Esperamos que seja em breve e não torture ainda mais o pobre povo, que sempre paga a conta das bobagens e da brutalidade das classes dirigentes.

Que nome é esse? Sony? Clique e saiba mais.

sábado, 29 de novembro de 2014

A marca de uma boneca que seduziu Maduro.

O trecho do artigo abaixo é de Mac Margolis, cuja coluna completa foi publicada no Jornal Estado de São Paulo e eu tenho que compartilhar aqui no blog, pois é excelente para refletirmos sobre a propaganda enganosa de governos populistas. A Barbie venceu Maduro no imaginário. 


Barbie, o sonho de consumo bolivariano.

MAC MARGOLIS

Não é fácil tocar a revolução socialista no século 21. Que o diga Nicolás Maduro, o presidente venezuelano que há 20 meses enfrenta consumidores em pé de guerra, manifestações de rua e uma batalha desigual contra o capitalismo internacional.

Na semana passada, o venezuelano fez o que faria qualquer general sitiado: rendeu-se ao inimigo. No caso, uma loura longilínea, de olhos azuis e 28 centímetros de altura. Sim, a boneca Barbie o brinquedo consagrado da cultura americana, é a arma mais nova na luta para conquistar corações e mentes na revolução bolivariana. (...) Mandou importar contêineres da boneca americana e repassou-as ao comércio a preços de mãe para filha. Assim, a boneca padrão Barbie, que em outubro valia US$ 200, hoje é comercializada por US$ 2,50.

O brinquedo é a peça de resistência da operação Feliz Natal, um saco oficial de bondades, recheado de surpresas importadas, subsidiadas pelo milagre dos petrodólares. 

(...)




sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Os ditadores são ridículos.

Todo ditador é um ridículo, antes de ser um bossal. Essa notícia retirada hoje da Folha de São Paulo é uma prova de que o mundo ainda precisa evoluir e se livrar de tiranos, da censura e da perseguição aos que desejam ser livres e expressar suas opiniões.

O pior é que essas cabeças ainda pululam não só lá longe na Belarus, mas aqui também pela América do Sul.

sábado, 5 de julho de 2014

"Neymar, Zuniga e a Copa das Copas"

Ontem, depois do bestial ataque do colombiano Zuniga contra o nosso menino de ouro Neymar Jr, atingido pela costas com uma joelhada covarde e tosca, tive a confirmação de que esse torneio de futebol saiu muito caro para o Brasil. Em definitivo, se levarmos a taça ou não, este circo da bola foi uma nota preta e lamentável apesar de alguns grandes clássicos jogos de futebol. Infelizmente, temos a nossa primeira baixa em campo, além de tantos operários mortos durante a construção dos estádios, digo, "arenas". Estamos sem a alegria e a entrega sincera do nosso astro de 22 anos, estrela principal do escrete canarinho, apesar de todos os outros ídolos em campo. 

Neymar, assim como Ronaldo Fenômeno, Zico, Dinamite, Pelé e Garrincha já foram um dia, era o nome do talento individual e genial representante de uma nova geração e dos sonhos dessa nossa eterna "pátria de chuteiras". Hoje, nosso camisa 10 já sabe que o evento não se resume a só jogar bola num estádio bacana, com grama importada. Na cama do hospital, dolorosamente, descobriu que numa arena, na qual o nacionalismo beira o fanatismo com suas bandeiras, gritos em uníssono e hino emocionados cantados contra os inimigos, o futebol é só desculpa para vender cerveja e a busca do gol é a justificativa para chutes, caneladas e até mordidas. Com muito antiinflamatório logo depois. Some-se a isso a presença de seleções de quinta categoria, endeusadas pela ilusão da boa propaganda, como a da Colômbia - cuja estrela maior James Rodrigues também foi perseguido com um saco de pancadas - e pronto! O futebol é a munição para soldados uniformizados de atletas se chutarem uns aos outros, sob aplausos e gritos emocionados da multidão. 

Os espaços educam e as arenas vazias do final da festa vão falar alto, incomodando a consciência e doendo no bolso. O que não é dito também: jogador que agride, pelas costas ou frente a frente, não pode ter clemência pois seu anti jogo não é futebol, é briga. Um sujeito como Zuniga não é craque, é marginal e eu nem quero saber a bandeira que ele diz defender. Nada justifica a estupidez do ataque. Essa Copa das Copas ainda não tinha nem começado, mas a gente já desconfiava que era caso de polícia. Agora temos certeza, pois tem muito bandido em campo e nos bastidores dos jogos. Vamos fazer figa e rezar pela saúde do menino Neymar!

segunda-feira, 21 de abril de 2014

A comunicação política volta a atacar.

Mesmo sem tempo para cuidar direitinho desse blog, voltei com as atualizações. O cenário atual pede um bom debate e boas reflexões sobre o que acontece no Brasil pré-Copa e pré-Eleições e também na nossa América Latina. 

Guerra de informações, guerra de versões, geralmente a verdade dos fatos é a maior vítima. Mas, enfim, se são os vitoriosos que contam a história, espaços como este querem estimular democraticamente o livre pensar e criticar. Pensamento único, palavras de ordem e patrulhamento ideológico, bem como o livro vermelho (de Mao)o livro verde (de Kadafi) e o Granma, para citar alguns exemplos, são coisas de tiranias. 

Portanto, minha visão de mundo vai influenciar cada postagem. Quem me conhece sabe que defendo a liberdade de expressão e opinião, não gosto da esquerda "festiva" incoerente e deslumbrada com déspotas fantasiados de democratas e defendo o livre mercado contra o Estado burocrático e ineficiente, sem ter ingerência na vida privada das pessoas.


Acima e logo abaixo, publico cartazes de uma ONG venezuelana questionando os líderes sobre a ditadura que alarga suas garras sobre as instituições democráticas da Venezuela Agora, o país vizinho vai sendo tingido por um tal "bolivarianismo socialista" que solapa não só a eficiência da economia mas, muito mais grave, cerceia as liberdades individuais, bem como partidariza os poderes desequilibrando a diversidade de forças políticas, tão necessárias para que o pensamento único não seja imposto a ferro e fogo por um só grupo no poder.