terça-feira, 10 de dezembro de 2013

O que uma gafe comunica?

Sinto muito mas uma gafe dessas me parece arrogância ou mesmo ignorância. Dizem que foi apenas um lapso de vaidade agora rotulada de "selfie". Para mim foi uma falta completa de diplomacia: três chefes de Estado rindo de cair da cadeira, em pleno velório de Nelson Mandela. O que é isso? Festa no enterro? 




Esses chefes não têm assessoria de imprensa e de imagem para avisar que numa ocasião dessas não é hora de fazer fotos pelo I Phone para sair no Facebook da turma? Francamente, tremendo erro de marketing pessoal e espantoso desrespeito com o decoro da ocasião. Notem, por favor, a postura da primeira-dama Michelle Obama, de semblante fechado. Esta sim, um exemplo, apesar do maridão sorridente e sem modos que parece em campanha para o cargo de animador de clube. Falta de educação é grave.

Leiam mais aqui.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Nem tudo o marketing político pode dar conta.

Cara feia nunca foi sinônimo de eficiência ou de boa administração. 

Walt Disney foi um bom exemplo. Construiu um império de alegria, entretenimento, história e sucesso empresarial global a partir de um ratinho.

No caso da administração pública, ninguém precisa ser do tipo enrolador para convencer que seu governo é bom.

Mas também fica bem mais difícil de se comunicar e se relacionar se a cara brava de poucos amigos, refletir uma sisudez míope, resultante de uma ideologia totalitária.

Ou mesmo de um recalque curável apenas com muita terapia e boa dose antidepressivos. 

Nem tudo o marketing político pode dar conta. 

Uma caprichada na imagem é possível para ganhar mais votos que o concorrente.

Mas durante o mandato, só o cabeleireiro de nada ajuda durante uma crise.

Na política, como nas empresas, aprender com os erros dos concorrentes é obrigatório. 

A história nos traz bons exemplos. 

Claro, para quem tiver humildade e quiser aprender com eles. 

E você leitor (a) sabe de quem estou falando não sabe?




 

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Os estádios valem mais que as pessoas?



Notícia do Canal Ibase:

Sede dos próximos grandes eventos esportivos mundiais, o Brasil não é feito só de festa. Pelo contrário, as violações de direitos que já aconteciam aqui foram intensificadas com a proximidade da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos. É o que conclui o relatório “O estado dos direitos humanos no mundo”, divulgado nesta quinta-feira (23/5) pela Anistia Internacional, que traz à tona a situação no Brasil e já ganha destaque em manchetes de jornais no exterior. O documento faz um alerta sobre a violação de direitos no processo de remoções de famílias em função dos megaeventos e ao alto número de homicídios em grandes cidades brasileiras. Além disso, o estudo apontou também outras violações encontradas no país, relativas ao direito à terra, à moradia e aos direitos das mulheres.Outro ponto ressaltado no relatório são as ameaças e intimidações feitas aos defensores dos direitos humanos.

Natasha Ísis





sábado, 20 de abril de 2013

Liberdade de opinião, de imprensa e de expressão.

Os tiranos adoram o pensamento único. As palavras de ordem. A uniformidade. Alguns impõe livros e modelos de pensamento: o livro vermelho de Mao Tsé Tung, o livro verde do Coronel Kadafi. Outros, fazem espetáculos para as massas a fim de enaltecer e embrigar opiniões contrárias na efêmera nebulosidade do espetáculo. Mas eles sempre perdem, pois ainda não inventaram a censura para o livre pensar.

Como o dia 3 de maio está chegando, já deixo aqui meu tradicional recado em nome da liberdade de imprensa: não gostou do que viu ou leu, mude de veículo, troque o canal, escreva a sua versão ou simplesmente ignore. Mas nunca tente proibir ou censurar, ainda mais se você for um "poderoso" de plantão.


sábado, 13 de abril de 2013

Arte x Opressão.

O artista é um iluminado que canaliza sentimentos e intuições oprimidas pelo cotidiano, de forma a nos deslocar do lugar comum e do automatismo de nossas rotinas (ou retinas). Através das expressões artísticas, o cidadão vítima da burocracia do Estado, das circunstâncias sociais e da soberba dos poderosos pode se (re) conhecer como um ser-humano único e original. Pode enxergar a realidade através de outras lentes e assim questionar toda sorte de injustiças e mazelas que aparentemente são naturais, mas que na verdade são resultados de processos históricos, políticos e econômicos - que na maioria das vezes muitos de nós sequer compreendemos.


Na China, economicamente pujante dos dias de hoje, admirada como "cliente", que hipnotiza empresas e governos do mundo ávidos para participar do seu crescimento sem se importar se o partido único que controla os chineses, carrega na esteira das benesses do consumo e da industrialização acelerada, questões como o totalitarismo político, a censura e a opressão bem como a poluição desenfreada, é a arte de alguns corajosos que nos faz refletir. Neste cenário,  Liu Xiabo e Ai Weiwei são dois exemplos de resistência crítica e expressão. Os dois são perseguidos, presos, e monitorados pelo policialesco aparato do governo chinês.


Arte é uma forma de comunicar além das aparências. Comunicar o grito de nossas entranhas por mais liberdade, atenção aos interditos e por um olhar mais próximo daquilo que nos torna humanos: solidariedade, cuidado com o outro e amor. 

sábado, 5 de janeiro de 2013

Os novos senhores feudais.

Na Idade Média, a partir do Século V, conta a história que os senhores feudais detinham poderes políticos e territorias nos quais prevaleciam as relações de vassalagem e suserania. Além disso, a economia era baseada principalmente na exploração da mão de obra de servos.

O Brasil de hoje parece repetir a história medieval, com uma tintura de modernidade capaz de maquiar relações arcaicas e sistemas velhacos de vassalagem e suserania. Sistemas agora chancelados pelo voto direto, muitas vezes ainda exercido sob influência do cabresto.

São os novos senhores feudais em versão cabocla: não usam elmos ou armaduras reluzentes mas vestem ternos caríssimos, de griffes européias. Além de possuírem cavalos, agora pilotam helicópteros, dirigem automóveis importados e passeiam de iate. Muitas vezes sonegam impostos e sempre se alimentam de privilégios. Sabem que utilizam o bem público de maneira privada, mas em nome do povo ( os servos ) se justificam: encantam-se com as próprias palavras para justificarem o descumprimento da Constituição.
 

E claro, atacam a imprensa tentando implantar uma inquisição contra os jornalistas. 

Nossos senhores feudais se protegem com jagunços armados de fuzis e milicianos escroques ou amigos de partidos políticos, igualmente sem qualquer caráter, onde a máxima maquiavélica  "os fins justificam os meios"  é outra ideia velha, extremamente atual no feudalismo brasileiro.

Empregam parentes, familiares, filhos e filhas, amantes e apadrinhados de toda sorte para perpetuarem seu mandonismo sobre o servos ignorantes - agora com título de eleitor nas mãos. Quanta diferença com o passado!

Penso que é necessário refletirmos sobre a ética e o comportamento nacional e olharmos cada vez mais no espelho para saber que país queremos construir! Sem nos enganarmos com discursos ufanistas que dizem que o Brasil  -  O País do Futuro... já chegou lá!