sexta-feira, 31 de julho de 2009

Ser humano invisível.


A arte pode transcender espaços e permitir reflexões que o lado racional humano não dá conta. Viajei? Bom, explico: acredito que a arte pode traduzir coisas de maneira tão forte que nenhum manual ou relatório traduziria.

Nos regimes totalitários então, imaginem, isso é um perigo! Não é à toa que o artista chinês Liu Bolin teve seu ateliê fechado pelo governo comunista de Pequim. Se na economia da China há alguma liberdade, capitaneada pelo estado, nas outras dimensões essa abertura ainda não chegou.

Por isso, artistas como Liu Bolin não tem simpatia por parte das autoridades chinesas. Na foto, Liu em uma de suas montagens fotografadas e que já correram o mundo, questiona a invisibilidade do ser-humano, do indivíduo dentro das massas.

Veja mais outras obras do artista: http://www.galeriebertin.fr/en/artistes/liu-bolin.html

sábado, 18 de julho de 2009

Equador, Petroecuador e Perenco. Quebra de contrato?

Esta semana ficamos por conta de duas notícias sobre nosso vizinho Equador. A primeira sobre denúncias de que as FARCs apoiaram financeiramente a campanha de Rafael Correa ( http://www.clarin.com/diario/2009/07/17/um/m-01960633.htm ).

E a outra, sobre a crise com a empresa petrolífera francesa Perenco (cuja foto acima é da http://www.perenco.com/) que anunciou que vai entrar "com uma nova ação contra o Equador sob a acusação de 'expropriação indevida' depois que o governo do presidente Rafael Correa assumiu o controle dos campos de petróleo onde a companhia operava" (de acordo com o jornal O Globo de hoje).

Visitando o site da Perenco não li nada muito atual sobre a crise, mas, num dos informes, de maio deste ano, o cenário tempestuoso tomava corpo. Numa das notas, a empresa declara que em fevereiro de 2009, o Equador e a Petroecuador começaram um "processo coercivo de cobrança de US$ 327 milhões". Ou seja, o diálogo já estava difícil.

Vejo que estamos testemunhado um onda estatizante de empresas pelo mundo e o que mais me preocupa nesses movimentos, além de seus discursos nacionalistas por demais exagerados e inflamados, é a quebra de contratos. E, por consequência, a implosão de uma premissa básica dos negócios: a confiança - que é resultado de relações transparentes.

E falando em quebra de contrato, recomendo uma leitura muito oportuna: "Quebra de Contrato - O Pesadelo dos Brasileiros" do empresário Murillo Mendes e que detalha uma disputa judicial milionária entre o governo do Brasil e a Mendes Júnior, que já foi um das maiores construtoras do país. Conheça mais, acessando: http://www.quebradecontrato.com.br/