quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Agora, as vidraças são nossas.

Há tempos, lembro ouvir comentários sobre a globalização e o que grandes empresas estrangeiras estavam fazendo no Brasil. Já escutei gente inteligente comentar, com ares de xenofobia, frases como: "A empresa ... está avançando sobre o mercado nacional, é uma marca estrangeira e fica tirando empregos dos brasileiros e ganhando concorrências de empresas verde-amarelas".

Nacionalismos à parte, estamos presenciando hoje uma enorme mudança. Marcas brasileiras 100% nacionais estão indo "globalizar os outros". Como é o caso da Vale, da Gerdau, da Petrobrás, da Votorantim, Camargo Corrêa e da Odebrecht. E agora, parece que nós somos os "vilões imperialistas".

Já tinha escrito sobre a ocupação militar da refinaria da Petrobrás na Bolívia. Agora, parece que seguindo uma cartilha, é o nosso vizinho Equador que mandou suas forças armadas ocuparem uma empresa brasileira, desta vez, a Odebrecht. Inclusive prendendo profissionais da empresa brasileira. É surpreendente, pois não estamos acostumados com esse tipo de coisa acontecendo entre "nações amigas".

Diante destes dois lamentáveis episódios, podemos imaginar um pouco do que se passa quando uma loja do MacDonalds é apedrejada por manifestantes anti-globalização. Agora, as vidraças são nossas e é a nossa reputação que está sendo questionada.

Leia mais acessando: http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2008/09/24/correa_expulsa_odebrecht_e_ocupa_obras_1935648.html

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

A censura no Brasil.

" A Associação Nacional de Jornais repudia qualquer mudança no princípio constitucional do sigilo da fonte, conforme foi lamentavelmente proposto pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim" (Júlio César Mesquita, vice-presidente da ANJ).

Veja mais: http://www.anj.org.br/sala-de-imprensa/noticias/anj-e-contra-mudancas-no-direito-de-sigilo-de-fonte

A censura nos vizinhos do Brasil - 2

"O que caracteriza o governo de Hugo Chávez é um progressivo e grave enfraquecimento das instituições democráticas encarregadas de proteger os Direitos Humanos" (José Miguel Vivanco - Diretor da Human Rights Watch)

A censura nos vizinhos do Brasil.

O Coronel Hugo Chávez, presidente (ou ditador?) da Venezuela tem adotado, desde 2002, uma sistemática política de intimidação e de tentativa de censura dos meios de comunicação no país.

É, liberdade de imprensa e de opinião não agradam os adoradores da tirania, sejam de esquerda ou de direita.

Opinião.

"A capacidade de Evo Morales e Hugo Chávez de tornarem as coisas difíceis para si mesmos e para o resto do continente é diretamente proporcional à incapacidade brasileira de convencê-los de que os caminhos “bolivarianos” levam apenas ao fracasso das economias, ao dissenso interno, à desestabilização política e a conflitos externos absolutamente desnecessários"(William Waack - site G1).

domingo, 14 de setembro de 2008

Importante.

Mais uma vez cito Eugênio Bucci para lembrar que a tentação da se fazer propaganda política com recursos públicos é um mal a ser combatido por todos os cidadãos e por todos que defendem a liberdade de opinião e expressão. Compartilhando, reproduzo trecho retirado do jornal Estado de S.Paulo, de 11/9/2008 :

"A tentação do auto-elogio com a ajuda de recursos oficiais é uma unanimidade de chumbo na administração pública brasileira. Em todos os governos, em todos os níveis, em todos os partidos. Tanto que se pode aqui arriscar uma generalização: todo governante, posando de vítima da imprensa, de mártir, de mutilado simbólico da guerra da informação, alega que o governo tem, sim, o direito de transmitir à sociedade a sua própria versão de si mesmo, mesmo que para isso precise valer-se de seus próprios meios, ou seja, dos meios públicos. "Só assim vou emplacar a minha agenda positiva", raciocina o governante, que, em geral, superestima os efeitos de sua propaganda. E aí vamos nós. Às vezes de modo acintoso, outras vezes de modo mais discreto, a máquina pública põe-se a trabalhar em prol da imagem de políticos."

Liberdade de Imprensa.



A Bolívia está vivendo dias conturbados. A falta de diálogo entre o governo e a oposição criou dois países divididos. Um estado de sítio foi imposto na Província de Pando e acabou gerando mais repressão política e violentos confrontos entre os próprios bolivianos.

Naturalmente, em situações limite, a verdade é uma das pr imprensa é uma das primeiras vítimas do autoritarismo (seja de esquerda ou de direita). De acordo com O Globo de hoje, simpatizantes de Evo Morales agrediram e ameaçaram jornalistas e cinegrafistas na capital La Paz e na cidade de San Ignácio de Velasco, homens armados invadiram a rádio Juan XXII, da rede Erbol, forçando os operadores a suspender as transmissões.



domingo, 7 de setembro de 2008

Tribunal Superior Eleitoral - os filmes.

É criação da W/Brasil a série de filmes que o Tribunal Superior Eleitoral - TSE está divulgando pela televisão. Os filmes têm como objetivo conscientizar os eleitores a votarem corretamente, uma vez que quatro anos de mandato pode dar muita dor de cabeça caso o eleito seja um mal político: demagogo, incompetente ou coisa pior, um corrupto.

Os filmes inovaram completamente a abordagem da propaganda governamental. Um deles mostra o incômodo de um zumbido interminável na cabeça do eleitor, por quatro anos seguidos - uma tortura. Outro, mostra uma mulher que toda vez que tem pressa, acaba andando em círculos, sem conseguir sair do lugar.

As analogias são fantásticas. Para mim, tanto o TSE quanto a W/Brasil acertaram em cheio.
Tem muita gente comentado os filmes. Ou seja, propaganda de governo pode ser inteligente, bem-humorada e criativa, sem deixar de passar o recado.
Esses dois filmes, entre outros, estão no You Tube e valem uma olhada: