quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

2010.

2010 deve chegar com mais liberdade de expressão. Este é o meu desejo.

Mais liberdade para os oposicionistas do atual governo do Irã, representado pelo Sr. Mahmoud Ahmadinejad, e também para as oposições políticas ao Coronel Hugo Chávez, na Venezuela - cada vez mais cerceada em seu direito à liberdade de opinião.

E que os atuais Presidentes do Equador, Rafael Corrêa; da Bolívia, Evo Morales e o casal Kirchner na Argentina, também respeitem a imprensa livre e as opiniões contrárias às suas.Democracia é isso: conviver com os contrários - o que não é moleza.

Para as empresas públicas, desejo maior respeito ao cidadão - contribuinte, quem paga grande parte da conta das trapalhadas de políticos e dos acertos partidários na administração destas organizações. Que o mérito, a competência e a qualidade sejam a dinâmica evolutiva nestas empresas e não mais a influência política e o "toma lá dá cá" tão comum aos nossos governantes, sejam de esquerda ou de direita (o que no final de contas não passa de rótulo para ataques mútuos em tempos de eleições).

Aliás, que as eleições de 2010 no Brasil não se tornem uma espécie de plebiscito, dividindo o povo brasileiro em prós e contras, entre "eles" e "nós". Que as eleições sejam - mais uma vez, uma salutar troca de modelos administrativos, estilos de governo, idéias e discursos. Lembrando que nada deve ser mais importante do que pensar nas gerações futuras, os que vão herdar os frutos de nossos acertos e também os resultados de nossos tropeços.

Até 2010!Com liberdade, sempre.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Intolerância...

Somos todos (as) brancos de olhos negros, somos todos negros de olhos azuis, somos todos amarelos de olhos verdes. Somos índios, mulatos, cafuzos, caboclos, branquelos, japas, chinas, tiroleses, galegos, polacos. Somos. Somos europeus, africanos, árabes, asiáticos, americanos. Somos todos gente, pessoas - não basta? Somos todos humanos com sangue nas veias e dores e amores, não basta?

Não, para alguns, é preciso classificar. Separar por tribo, por caixinha, por classe, por pensamento, por ideologia, pela bandeira, pelo local onde se nasceu, pela religião que se professa. Pela cor da pele e dos olhos. Pelas roupas, pelo jeito. Pelos partidos. Para estes ou aqueles, devemos ser isso ou ser aquilo. Ser assim ou assado. Contra ou a favor. Esquerda ou direita. Do norte ou do sul. Classificados.Identificados.

Pois quando se trata de preconceito, todos estamos à mercê do mesmo micróbio. Vírus, germe, monstro chamado intolerância. Na visão dividida entre estes e aqueles, entre nós e os outros.Entre vermelhinhos ou azuis. Ou roxos e cinzas. Ninguém está a salvo. Ahn, essa mentalidade intolerante e suas palavras de ódio! Este tal preconceito que escolhe e julga através de algum estereótipo.

Que Deus nos livre dos poderosos imbecis e dos imbecis poderosos e seus ovos de serpente, pois já vimos, na história humana, aonde tudo isso leva: ao autoritarismo, à tirania e à perseguição dos "diferentes"...

Por bem vivemos no Brasil, País de TODOS (AS).

terça-feira, 3 de novembro de 2009

A sociedade somos nós.

O Henrique, meu amigo e leitor do BLOG DO GAULIA, fez uma observação importante recentemente me perguntando sobre a questão do porta voz da PM do Rio de Janeiro que foi punido após suas declarações, diante dos acontecimentos trágicos que envolveram a morte de um cidadão carioca e o comportamento ultrajante de um oficial da polícia militar.

Acredito que tudo isso se deve à inversão de valores, que tem ocorrido na nossa sociedade: quando o errado diz que está certo, quando o imoral diz que ele é que tem moral, quando o criminoso diz que é vítima ou quando quem devia dar o exemplo joga sujo a ponto de deixar a comunidade estarrecida. No entanto, a sociedade brasileira não é uma entidade distante. A sociedade somos nós. Os bandidos somos nós, os heróis somos nós, a PM somos nós.

Não adianta apontar para o outro com dedo inquisidor. O que estamos vivendo é nosso espelho coletivo. O sistema que aí está é feito de gente como a gente - ou nós tomamos vergonha ou nada muda nesse cenário. A escolha é nossa, sempre. Ação ou omissão, falar ou não falar, mudar ou não mudar.

domingo, 13 de setembro de 2009

O conflito entre interesse e ética.

Publicada no O Globo, hoje, uma matéria muito interessante sobre questões morais na condução de negócios e entre países e que eu puxo aqui para as empresas. Com o último escândalo britânico sobre a liberação de um terrorista pela governo de Gordon Brown em troca de interesses comerciais com a Líbia, vamos nessa esteira da política fazer algumas perguntas para as empresas.

Até que ponto os valores e a missão da empresa, seu código de conduta ética ficam alinhados com a prática, quando, por exemplo, há a possibilidade de um grande contrato com um ditador? Negócios com tiranias valem a reputação da empresa? Dá para defender "direitos humanos" e "qualidade de vida" quando se negocia com ditadores? Questões sensíveis, mas necessárias num mundo cada vez menor onde o futuro de uns está cada vez mais ligado o futuro de todos.

E você, profissional, executivo, empregado. Como você se sente trabalhando numa empresa que negocia contratos com ditadores que escravizam seus povos e esmagam brutalemnte minorias étnicas? Tudo bem para você? Eles moram longe mesmo e isso não vai atingir teu contra-cheque no final do mês? O mais importante é o bônus de fim de ano?

Ficam aí questões para serem pensadas.

domingo, 30 de agosto de 2009

Censura não! (2)

"Censura é uma merda. Sou totalmente contra qualquer tipo de censura. Defendo o direito inalienável de livre manifestação e de opinião de cada indivíduo" (Marcelo Madureira - humorista, integrante do grupo Casseta & Planeta)

"Qualquer tipo de cerceamento e de censura à imprensa é um retrocesso e uma afronta ao regime democrático e deve ser combatido" (Vera Chaia - autora de 'Jornalismo e política: escândalos e relações de poder na Câmara Municipal de São Paulo')

"É normal que alguns políticos - que muitas vezes usam a mídia para defender seus interesses - reclamem dela, quando não se sentem devidamente representados." (Ana Paula Goulart Ribeiro - Prfa. ECO/UFRJ e autora de 'Imprensa e história no Rio de Janeiro dos anos 50')

"Acuados por denúncias de corrupção, os políticos dizem que os jornais não representam o povo. Probelma da imprensa ou da sociedade?" (O Globo - 8 de agosto de 2009 - Caderno Prosa e Verso)

Censura não!

Há uma onda censora em nosso continente, isso é fato. Seja em defesa de um discurso nacionalista, seja pelas bravatas variadas de governantes caricatos - mas com viés tirânico, a liberdade de imprensa está em risco e a liberade de expressão também. A necessária liberdade de crítica, de oposição, de pensamentos contrários, de questionamentos em relação à política, à economia, à questões envolvendo o meio ambiente e a justiça social fazem parte do Estado de direito, da democracia. Decisões judiciais que impõe censura são portanto ameaças que devem ser questionadas pela sociedade. Ao se permitir que pequenos espaços de liberdade sejam perdidos em nome de um ordem, de uma moral, de uma linha política, de uma "causa" ou de uma ideologia, podemos ser testemunhas mudas de um ovo de serpente.

Ficam aqui nos próximos posts algumas opiniões sobre o tema. Afinal, a história já mostrou que cercear aos poucos a liberdade pode resultar em ditaduras que só aceitam o pensamento único de quem domina o espaço do poder.

sábado, 22 de agosto de 2009

Os blogs dos políticos.

Todo mundo virou jornalista neste mundo web. Vejam só!Taí, um ponto a favor, devo reconhecer.

Visitem alguns desses nossos "garçons do povo" (sim, porque lembrem-se que nossos impostos pagam os salários destes (as) senhores (as), nos três poderes Legislativo, Judiciário e Executivo e que por isso, transparência é fundamental.

Vejam alguns e indiquem outros, quem quiser!

BLOG DO SEN. ALVARO DIAS - http://www.blogalvarodias.com
BLOG DO SEN. PAULO PAIM - http://paulopaim.blogspot.com
BLOG DO SEN. PEDRO SIMON - http://senadorpedrosimon.blogspot.com/

BLOG DO CÉSAR MAIA
(Ops, "ex" Blog do "ex" Prefeito César Maia)- http://cesarmaia.blogspot.com

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Ser humano invisível.


A arte pode transcender espaços e permitir reflexões que o lado racional humano não dá conta. Viajei? Bom, explico: acredito que a arte pode traduzir coisas de maneira tão forte que nenhum manual ou relatório traduziria.

Nos regimes totalitários então, imaginem, isso é um perigo! Não é à toa que o artista chinês Liu Bolin teve seu ateliê fechado pelo governo comunista de Pequim. Se na economia da China há alguma liberdade, capitaneada pelo estado, nas outras dimensões essa abertura ainda não chegou.

Por isso, artistas como Liu Bolin não tem simpatia por parte das autoridades chinesas. Na foto, Liu em uma de suas montagens fotografadas e que já correram o mundo, questiona a invisibilidade do ser-humano, do indivíduo dentro das massas.

Veja mais outras obras do artista: http://www.galeriebertin.fr/en/artistes/liu-bolin.html

sábado, 18 de julho de 2009

Equador, Petroecuador e Perenco. Quebra de contrato?

Esta semana ficamos por conta de duas notícias sobre nosso vizinho Equador. A primeira sobre denúncias de que as FARCs apoiaram financeiramente a campanha de Rafael Correa ( http://www.clarin.com/diario/2009/07/17/um/m-01960633.htm ).

E a outra, sobre a crise com a empresa petrolífera francesa Perenco (cuja foto acima é da http://www.perenco.com/) que anunciou que vai entrar "com uma nova ação contra o Equador sob a acusação de 'expropriação indevida' depois que o governo do presidente Rafael Correa assumiu o controle dos campos de petróleo onde a companhia operava" (de acordo com o jornal O Globo de hoje).

Visitando o site da Perenco não li nada muito atual sobre a crise, mas, num dos informes, de maio deste ano, o cenário tempestuoso tomava corpo. Numa das notas, a empresa declara que em fevereiro de 2009, o Equador e a Petroecuador começaram um "processo coercivo de cobrança de US$ 327 milhões". Ou seja, o diálogo já estava difícil.

Vejo que estamos testemunhado um onda estatizante de empresas pelo mundo e o que mais me preocupa nesses movimentos, além de seus discursos nacionalistas por demais exagerados e inflamados, é a quebra de contratos. E, por consequência, a implosão de uma premissa básica dos negócios: a confiança - que é resultado de relações transparentes.

E falando em quebra de contrato, recomendo uma leitura muito oportuna: "Quebra de Contrato - O Pesadelo dos Brasileiros" do empresário Murillo Mendes e que detalha uma disputa judicial milionária entre o governo do Brasil e a Mendes Júnior, que já foi um das maiores construtoras do país. Conheça mais, acessando: http://www.quebradecontrato.com.br/

sábado, 27 de junho de 2009

Protesto digital.


Impossível não escrever sobre a conturbada eleição no Irã e a onda de repressão que se abateu sobre a imprensa e sobre os manifestantes nas ruas da capital, Teerã. Os protestos ganharam o mundo num "ativismo político digital" nunca visto (sim, a campanha presidencial do Obama foi pr lá de digital, mas neste caso foi diferente).

Vídeos feitos com celulares, postagens de notícias pelo twitter e disseminação de imagens pelo You Tube estão fazendo destes protestos uma resistência digital nunca vista. A liberdade de expressão saiu das ruas e ganhou enorme impacto via internet -ou foi o contrário? Com ela, e peço desculpas pela minha ignorância, constatei que o Irã possui uma classe média ocidentalizada, conectada e aberta ao mundo, com estudantes defendendo a livre expressão de idéias e mulheres defendendo seu direito de não se submeter a um pensamento único. Pensamento e doutrina que prega, entre outros obscurantismos, a proibição das mulheres cantarem em locais públicos e do jeito que são os políticos (os daqui e os de lá), possivelmente, defenderá a queima de livros com idéias diferentes ou "perigosas". Já vimos filmes assim antes na história das ditaduras.

O Afeganistão, por exemplo, já passou por algo semelhante e hoje vive à sombra dos extremismos. E se você, leitor (a) quiser conhecer mais sobre o Afeganistão recomendo: "Forsaken Afghan Women" da fotógrafa Lana Slezic (busque em www.powerhousebooks.com).

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Marketing político.


Uma inovadora estratégia de marketing político chega às bancas de todo o Brasil. Em ano pré-eleitoral, é o Presidente da República que aparece bem na foto, sendo alvo da idolatria de uma modelo na revista Playboy.

Nunca antes na história deste país a mais alta personalidade da República apareceu assim. Isso é democracia e favorece a liberdade de expressão. Lembro de um cartaz de Nixon sentado no toilette, mas a comparação não é boa...

A pergunta é: se fosse outro o personagem político será que a legislação eleitoral permitiria? Ou nada a ver? Boa polêmica. Assim como boa é a apelação do veículo e muito boa é a estratégia da propaganda oficial (que deve ter sido previamente consultada).

Lula é realmente um fenômeno da comunicação, bem assessorado por Franklin Martins e por Miguel Jorge, duas feras da área. Vou comprar a revista e guardar para minhas aulas de semiótica.

sábado, 23 de maio de 2009

Campanha contra censura na web 3.


Visite e conheça mais sobre o trabalho da www.igfm.de (cliente da Ogilvy e ONG defensaora dos Direitos Humanos).

Campanha contra censura na web 2.


Campanha contra censura na web.


Criada pela Ogilvy, uma campanha contra a censura na Internet "pega no pé" de alguns dirigentes autoritários que não gostam que a informação e as redes sociais conectem pessoas e idéias pelo mundo web. Imperdíveis.


quinta-feira, 21 de maio de 2009

Relações institucionais. É lobby ou não é?

Várias empresas estão organizando ou reestruturando gerências e coordenações para atuar nas chamadas "relações institucionais".

Uma grande empresa de cigarros, que visitei há alguns anos, possuia uma Diretoria de Inteligência Corporativa que incluia toda a comunicação corporativa. Outra empresa, de cosméticos, possui uma Diretoria de Assuntos Corporativos e sua concorrente está montando um Gerência de Relações Institucionais ligada diretamente ao presidente da companhia. Para quê?

Entendo que a representação oficial da empresa possa estar à cargo de uma equipe, mas neste novo mundo de redes relacionais crescente onde zilhões de "acionistas sociais" (stakeholders) estão se comunicando on line, o papel de cada empregado direto ou terceirizado dentro das empresas é o de um embaixador da marca, da bandeira daquela organização e, portanto, de um relações públicas. Quer queira ou não.

Por isso, é claro que deva existir uma área responsável para estabelecer diretrizes, modelos e promover a capacitação e oferecer informações sobre como lidar com este universo relacional de um mundo hiperconectado com uma nova geração de "nativos digitais" (conforme definição de Massimo Di Felice) mergulhando no mercado de trabalho e implodindo hierarquias com seus estilos plurais de comunicação instantânea e em rede.

Dessa forma, o que geralmente se vê, é esta área se responsabilizando oficialmente pelos contatos juntos à entidades, associações de classe, ONGs e Governos. Defendendo os interesses da empresa e tentando influenciar decisões, atividades e participar de movimentos que digam respeito aos seus interesses.

Ou seja, fazendo o lobby pois não vejo o lobista apenas como aquele sujeito transitando pelos bastidores do Congresso. Não, eu vejo o lobby como uma atividade legítima que deva ser regulamentada e colocada à claras, de maneira transparente e que é praticada por toda empresa através de uma área de assuntos governamentais, relações institucionais ou o nome que for. Área que faz lobby junto aos diversos públicos de interesse com os quais a empresa deseja se relacionar (e mesmo outros que os quais ela tem que se relacionar).

Portanto, para mim, relações institucionais é lobby mesmo. E cada empregado está se tornando um lobista informal. Coisa impossível de se controlar, mas possível de se aperfeiçoar.

domingo, 10 de maio de 2009

Aparências.

As aparências enganam, mas fazem parte da comunicação. Em artigo recente, o senador Cristóvão Buarque apontou que o Brasil é um país de aparências, por isso destaco uma parte do texto para incentivar a análise:"Há alguns anos, em um sinal de trânsito, às duas da tarde, em Manaus, o motorista mostrou-me o fusquinha ao lado e disse: “Ele fecha os vidros para dar a aparência que seu carro tem ar-condicionado.” Na hora, percebi que aquele era um retrato do Brasil. Não importava sentir calor, mas sim aparentar ter ar-condicionado."

Mais do que se ter razão é a aparência uma força que nos cria uma ilusão: quando queremos acreditar em algo, pior. Somos levados pela apárência. Os bons comunicadores sabem disso e dominam a arte de iludir. Algumas empresas públicas e privadas também embarcam nessa técnica e quando suas ações socioambientais são apenas jogadas de marketing e a opinião pública descobre a verdade por trás das aparências, elas são classificadas como "green wash" (maquiagem verde).

É por isso que considero a transparência como alavnaca fundamental para a reputação. Ser transparente, é ir além das aparências. Para o consumidor significa descobrir o conteúdo além da embalagem. Para o eleitor é ir além da propaganda. Para o empregado é ir além dos valores descritos no quadro pendurado nas salas de reunião.

E para você?

domingo, 26 de abril de 2009

Imprensa.

O escritor João Ubaldo Ribeiro trouxe hoje nas páginas do O Globo o texto "Enrolação que não cola mais". Vou reproduzir um trecho abaixo, sobre a imprensa - e a saraivada de críticas que ela recebe dos políticos e de quem esta no poder mas só gosta de ouvir bajulações.

Compartilhando:

"A imprensa nunca vai deixar de ser essencial aos governantes, notadamente os incompetentes e corruptos, porque sem ela não haveria em quem pôr a culpa dos desmandos, malfeitorias, burrices e simples e puros crimes por eles cometidos e pela imprensa denunciados. Responsabilizar a imprensa, por si só, já mostra desdém pela inteligênciade quem ouve e lê. (...)

Devia estar acostumado, portanto, a essa perpétua conversa de que o culpado pelo que de mau acontece é a imprensa, um absurdo tão patente que já deveria ter caído em desuso. Mas não caiu."

Leia na íntegra em:http://www.dm.com.br/materias/show/t/enrolacao_que_nao_cola_mais

domingo, 19 de abril de 2009

Governo tem que ter publicidade?

Leio neste domingo no O Globo que os investimentos em publicidade da Presidência da República cresceram 24,9% neste primeiro trimestre do ano, em relação ao mesmo período do ano passado.

Sei que qualquer governo, federal, estadual ou municipal precisa de uma dotação orçamentária para publicidade de questões de utilidade pública - vacinação infantil, campanhas de trânsito, questões de defesa civil etc etc. Mas institucional, precisa? Em tempos de "apertar os cintos" é preciso pé no chão com gastos em publicidade cuja verba vem dos impostos. Diferente das empresas privadas: numa crise, quem anuncia, tem mais chance de sair melhor lá na frente quando a crise passar. Afinal, como dizia um conhecido Diretor de Relações externas, maigo meu: quem não é visto não é lembrado...Ahn, está explicado o aumento dos gastos em publicidade do governo!

domingo, 15 de março de 2009

Cristina Kirchner quer controlar mídia.


Como é difícil conviver com uma opinião contrária. Que o digam alguns dos atuais governantes da América Latina.
Há uma onda de acusações à imprensa e à "grande" mídia na América Latina, atualmente. Depois de Chávez na Venezuela, de Evo Morales na Bolívia, mais uma vez, é na Argentina de Cristina Kirchner que a imprensa e os jornais devem ser controlados, segundo a presidente. Acho que esses líderes gostam mesmo é do sistema cubano que possui apenas um único jornal chamado Granma que, vejam só, é todo feito só de elogios ao governo.



sexta-feira, 13 de março de 2009

Simpsons em El Salvador.


Domingo que vem teremos eleições em nosso vizinho El Salvador. Um outodoor inspirado no desenho dos Simpsons satiriza o candidato Rodrigo Avila, da Aliança Republicana Nacionalista, considerado de "direita" e por isso, caricaturado na propaganda como um "Simpson" (que teoricamente teria apoio dos EUA.

O candidato "de esquerda" - simpático ao chavismo venezuelano é Mauricio Funes, da Frente Farabundo Martí para a Libertação Nacional. A FMLN é grupo ex-guerrilheiro. A Aliança Republicana, governa o país há vinte anos. Os dois estão tecnicamente empatados. Vamos aguardar o resultado.

Agressão.

A Associação Nacional de Jornais, a Associação Brasileira de Imprensa, o Sindicato dos Jornalistas e a Associação de Repórteres Fotográficos condenarama a agressão sofrida pelo fotógrafo Fabiano Rocha, do jornal "Extra" durante reportagem em frente à casa da prefeita de São Gonçalo (RJ), Aparecida Panisset (do PDT). A agressão, cometida pelo secretário de Saúde, Márcio Panisset, irmão da prefeita é um ato de violência que teve o objetivo de cercear o trabalho de um meio de comunicação e passou por cima do dispositivo constitucional que garante à sociedade acesso livre à informação.

O agravante é que foi cometido por um agente público - exatamente quem deveria dar bons exemplos.

Veja mais:
http://portalimprensa.uol.com.br/portal/ultimas_noticias/2009/03/12/imprensa26701.shtml

sexta-feira, 6 de março de 2009

Cargill.

Uma beneficiadora de arroz, filial da Cargill, foi expropriada na Venezuela do Coronel Hugo Chávez. Depois das cimenteiras, chegou a vez da revolução bolivariana atingir a produção de arroz...

Entrei no site da Cargill venezuelana e nada, nenhuma informação sobre o fato (www.cargill.com.ve).

O fato, entretanto, repercutiu bastante. Veja alguns exemplos.
No jornal O Estado de São Paulo:http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,chavez-expropria-ativos-da-cargill-na-venezuela,333614,0.htm
Na BBC - edição em português: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/03/090305_venezuela_cargill_rc.shtml
No UOL, entre outros:
http://economia.uol.com.br/ultnot/2009/03/05/ult1767u141562.jhtm

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Venezuela contra a emenda de reeleição.


Se perpetuar no poder é o sonho de políticos pouco adeptos da democracia, no mundo inteiro, não só na américa Latina. Mas, é a Venezuela, nosso vizinho, que está passando por um desafio institucional muito sério: a emenda de reeleição que o Cel. Chávez apóia, só vai facilitar a criação de mordomias, privilégios e - lógico, corrupção (característica de todo regime totalitário).

A foto acima (de uma série muito ilustrativa sobre a marcha da oposição em Carcacas foi retirada do blog:http://homemculto.wordpress.com/2009/02/07/venezuela-dizendo-no-a-el-chavez-del-ocho/#comment-956

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Venezuela - urgente.

Nosso vizinho está enfrentando dias difíceis na escalada antidemocrática empreendida pelo atual chefe de governo venezuelano. Assim com muitos poderosos e candidatos a ditadores eternos, Hugo Chávez também não gosta de gente com opinião contrária e idéias diferentes. Dia 15 de fevereiro, é o referendo.

Quem quiser saber mais, dois destaques do El Universal (http://www.eluniversal.com/):
  • Las calles de Caracas se hicieron estrechas para albergar a las cientos de miles de personas que este sábado decidieron salir a marchar en contra de la enmienda a la Constitución que busca hacer posible la reelección indefinida del presidente de la República y de todos los cargos de elección popular.

  • Nuevamente las instalaciones de la Universidad Pedagógica Experimental Libertador (UPEL), en Maracay, fueron atacadas, al parecer, por seguidores oficialistas, quienes este sábado incendiaron la sede de la Federación de Centros de Estudiantes (FCE) y un centro de comunicación privado que funciona en el recinto académico.

E leia mais também, acessando: www.el-nacional.com

Direito de expressão.

Trecho retirado da Revista Exame, do artigo de Jack Welch, de de 31/12/2008, e complementar ao meu post abaixo ("Como incomoda..."):

"Thomas Jefferson queixou-se certa vez de que a imprensa se alimentava "como os lobos, do sangue dos cordeiros". Mas Jefferson disse também também que, se tivesse de escolher entre um governo sem jornais e jornais sem governo, não hesitaria em ficar com a última opção. Para ele não poderia haver sociedade livre sem o livre direito de expressão."

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Como incomoda...

Tenho acompanhado as declarações do Exmo. Ministro da Justiça, Tarso Genro sobre a imprensa. Sempre que uma notícia é publicada e desagrada nosso ministro, ele surge com uma já conhecida declaração acusando a imprensa de torcer os fatos, de perseguição, de trabalhar pela "elite" (seja lá o que ele, da elite, entenda ser "elite") etc etc.

Fiz uma coletânea pequena, pois a cada novo assunto, sempre que se publica algo que o desagrade, ele renova as baterias de críticas. Ou seja: na minha opinião, Tarso Genro gostaria de jornais obedientes que concordassem com todas as ações, sem questionar ou sem dar versões e análises independentes sobre os fatos relativos à sua gestão.

Vejam como a liberdade de expressão incomoda o ministro:
http://www.correiodobrasil.com.br/noticia.asp?c=11027

O Ministro das Relações Institucionais Tarso Genro acusou a imprensa, na manhã desta quarta-feira, de ter despolitizado as eleições de 2006.

http://portalimprensa.com.br/portal/ultimas_noticias/2007/02/09/imprensa9041.shtml
De volta à carga II: Tarso Genro acusa imprensa

http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac32776,0.htm

Tarso ataca imprensa e diz que atletas quiseram voltar a Cuba.
Segundo o ministro, parte da imprensa usa o tema para fazer propaganda contra ilha de Fidel.

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=523JDB001

O ministro da Justiça irritou-se novamente com a imprensa e resolveu acusá-la de neoliberal. Estava no Fórum Social Mundial de Belém, e contagiado pelo clima "alternativo" preferiu não comentar as críticas à sua decisão de conceder o status de refugiado ao militante italiano Cesare Battisti.

Ufa...vamos ver as próximas.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Design, moda e...política.


A Bravo publicou uma edição especial sobre o melhor do design mundial, objetos que se tornaram mundialmente famosos por suas linhas, seus traços e sua utilidade (ou não) no mundo. Verdadeiro ícones que por suas formas traziam embutidas o conteúdo e a essência das marcas (nossa, viajei?...rs rs). Ou seja, forma & conteúdo numa concretização perfeita. Estão lá, entre outros, a garrafa da Coca-Cola, a caneta Bic - de plástico e tampa azul, o fusquinha da VW (desenhado por Ferdinand Porsche) e o isqueiro Zippo, entre outros.

Como este é um post de comunicação governamental e política, não poderia deixar de publicar aqui outro item que mistura design, marca, meio e mensagem (desculpem os mais entendidos na área de design, se eu estiver escrevendo muita besteira com minhas comparações). A famosa foto do terrorista Che Guevara que tornou-se emblema da moda mundial, estampa de camiseta, tatuagem e sei lá mais o quê, na minha opinião é outra "marca" famosa no mundo.

Com certeza, outro ícone da "esquerda", consumido pelo espírito capitalista...rs. A garotada mais nova, que nem sabe da história do Che, usa e abusa da estampa e da imagem - talvez para passar uma percepção de rebeldia. Os comerciantes agradecem!

Visite e conheça os 100 objetos com design famosos escolhidos pela Bravo:http://bravonline.abril.com.br/conteudo/bravo/materia_410581.shtml

Conheça também a história da foto (aliás, este é um bom tema para um próximo post...a história por trás da imagem):http://www.ils.unc.edu/~michm/Che/korda.html

sábado, 17 de janeiro de 2009

Brascuba Cigarrillos.


Desde 1995, a Souza Cruz, controlada pela British American Tobacco Company, é sócia do Governo de Cuba na Brascuba Cigarillos. Desculpem pela notícia velha, mas eu não sabia (realmente não acompanho este mercado).

Mas é interessante, não? Um dos ícones do "imperalismo yankee" (utilizando vocabulário dos seguidores de Fidel) são sócios do governo cubano na produção e na venda de cigarros.

Veja, no site o Jornal Valor, a composição acionária desta e de outras empresas apresentada na revista Valor Grandes Grupos de dezembro de 2008: http://208.96.41.18/valoreconomico/home.aspx?pub=19&edicao=7

sábado, 10 de janeiro de 2009

MST. Um branding de esquerda.

O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra - MST tem dado muito o que falar nos corredores de empresas, no Congresso (lembram da quebradeira promovida em 2006?), nos jornais...dor de cabeça, mesmo para muita gente.

Mas do ponto de vista da comunicação, a turma é boa. Excelente eu diria. Aprenderam a ideologia com Marx, Mao Tse Tung e Che Guevara – mas embalaram o conteúdo na cartilha de Philip Kotler: sabem atuar nos P´s do marketing. Têm Produto: invasões, ocupações, marchas e passeatas; têm Praça: Brasil rural (em fase de expansão para o a área urbana); têm Preço: aliás, quem banca o movimento?

E têm Promoção. Você já entrou no site deles? Então, comunicador (a) entre agora mesmo para conhecer o que é este movimento que tem prejudicado companhias como Ambev, Vale, Aracruz entre outras.

Repare no projeto de branding: todo mundo, literalmente, veste a camisa (vermelha) em qualquer ação; todo mundo sai de boné na cabeça, bandeira na mão e canta as músicas (jingles) ensaiadas e os bordões da hora (slogans).

Ao visitar o site, vejam seus press releases adjetivados – assim como nas chamadas publicitárias do mercado de consumo. Visitem a lojinha de brindes (para quem quiser sair vestido “no jeito MST de ser”). Encontre desde os tradicionais bonés e camisetas, às bandanas (ultra fashion), anéis, brincos e até a camiseta tipo baby look e o porta passaporte (para os invasores mais globalizados). Quem diria? Realmente, um negócio fantástico! Quanto vale a marca do MST na avaliação das esquerdas? Será que a Interbrand avaliaria? Rs, rs.

Bom, tudo isto que escrevi é só para lembrar que quem não faz comunicação de maneira integrada e estratégica, com alinhamento com o negócio e aos “valores” da organização está perdendo a batalha pelos corações e mentes do cliente, do eleitor, do cidadão, do empregado.

Até um MST já sabe disso: ao se utilizarem as ferramentas de marketing e comunicação, aprenderam a alavancar suas ações, valorizar sua marca e a motivar e engajar seus colaboradores na conquista mais e melhores resultados e na realização da sua missão.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Balanço.

Já está disponível o Balanço 2008 do Senado Federal em formato revista.

Trecho:"Democracia sem o equilíbrio dos Poderes é uma temeridade que paira sempre como espada sobre a cabeça da nação. república com a subordinação de qualquer um de seus poderes é simplesmente fraude."

Leia e saiba mais, acessando:
http://www.senado.gov.br/jornal/arquivos_jornal/arquivosPdf/081224.pdf

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

A marca da Prefeitura - 3.


Depois tem gente que não acredita na importância da comunicação. Eu acredito. Aqui, mais uma estratégia do "branding" político do novo alcaide da cidade do Rio de Janeiro: tudo azul.

Vejam a apresentação oficial dos subprefeitos que trabalharão com Eduardo Paes. Coincidência? Claro que não. Estratégia de comunicação, pra valer. Minha percepção do que a turma quer passar: time integrado, na mesma sintonia. Pura propaganda, mas vamos acompanhar pois é um case que vale a pena - marketing político pesado.