quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

A política brasileira vai ao entretenimento.

O artigo de hoje no jornal Esatdo de São Paulo, assinado por Eugênio Bucci traz uma análise imperdível sobre a política, a comunicação e o entretenimento. Sobre como a ficção tem pautado a realidade política, não só no Brasil, colocando o entretenimento como estratégia de poder e comop uma dimensão capaz de dar novos contornos ao "espetáculo" e sua relação com as autoridades públicas.


Veja esse trecho e não deixe de ler o artigo na íntegra:"Há quem diga que é por oportunismo que os políticos reagem solícitos aos estímulos do espetáculo. Não é. Mais que oportunismo, cristalizou-se um deslocamento nos fundamentos mesmos do discurso político. A política não tem outra saída. Hoje, no que chamamos de Ocidente, os domínios da emoção popular não pertencem mais à religião, assim como já não pertencem ao fulgor das mobilizações de massa: elas foram monopolizadas pelas formas de representação típicas da indústria do entretenimento. A política, que precisa tocar a emoção do povo, teve, então, de virar entretenimento. (Eugênio Bucci, Estadao.com.br/opiniao, 26.01.2012)"

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Tudo pelo Poder.



O filme de George Clooney "Tudo pelo Poder" ainda está em cartaz e é uma aula sobre os bastidores de campanhas políticas e a rotina estressante dos comunicadores que defendem a "imagem" dos candidatos. No filme, o personagem principal, um assessor de comunicação interpretado por Ryan Gosling, apesar de seu talento técnico, se vê num emaranhado de relações e conflitos humanos incontroláveis.


Ao longo do filme, além de entendermos mais sobre as prévias eleitorais do sistema político americano, vamos descobrindo que as crises são inevitáveis, pois os deslizes morais, a postura ética, as emoções e a briga de egos do dia a dia podem comprometer plataformas políticas aparentemente bem intencionadas.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Comunicação interna para a PM.




O jornal "O Globo" divulgou, hoje, foto de um cartaz de comunicação interna voltado para os soldados da PM do Rio de Janeiro. A peça apóia uma proposta de valorizar a ética e incentiva a reflexão sobre as escolhas que um policial militar deve fazer no exercício de sua função.


Seu texto questiona se o policial deseja ser como um herói ou visto com vergonha pela a sua família, mostrando uma foto onde um soldado fardado está algemado e recebe a visita de sua família. Uma peça sem requintes de design ou direção de arte, mas capaz de passar um recado certeiro, impactando a consciência de cada um.


Deveria ser um modelo e ser reproduzida para todos os órgãos governamentais e instituições de Estado. E quem sabe, para a própria sociedade como um todo. Afinal, sempre que existe um "corrupto" existe também um "corruptor" do outro lado do balcão.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Relações governamentais.

Diante da dinâmica que a comunicação vivencia, seja nas áreas de marketing, operacional ou comercial, nas relações comunitárias, nas relações internacionais entre empresas e clientes, nas questões da sustentabilidade e mesmo na comunicação interna, penso que o comunicador empresarial deve ser antes de tudo um mestre em relações humanas.Para isso, o diálogo e a psicologia são “equipamentos” vitais.


Mas, pra começo de conversa, é necessário gostar de pessoas e saber lidar com variados públicos de interesse e suas demandas transversais, em situações que não estão nos livros das universidades ou nos manuais técnicos.Nas relações governamentais, por exemplo, outro campo de crescente atuação do comunicador empresarial, podemos perceber todas essas variáveis. Neste segmento, a exigência é de uma grande flexibilidade, muita paciência, criatividade, entendimento de riscos e cenários e senso político extremamente habilidoso. Na verdade, uma prática já chamada de “diplomacia corporativa” pelos estudiosos das relações internacionais, mas que, peço licença, vou utilizar aqui na dimensão local da política brasileira.


Nas esferas municipais, estaduais e federais (e também em esferas internacionais – lembremos que grandes marcas brasileiras estão indo “globalizar” outros países e mercados), o comunicador enquanto um diplomata empresarial é um cuidadoso articulador político. Neste sentido, “fazer política” com o objetivo de buscar negociações éticas e transparentes, exige uma inteligência relacional capaz de valorizar o diálogo interpessoal de maneira a criar vínculos duradouros.Evidentemente, o conhecimento de leis, hierarquias, funcionamento do Estado e da administração pública também são questões fundamentais para um profissional de comunicação exercer, de maneira eficiente, suas funções neste segmento.


Cada vez mais, grandes marcas e empresas lidam com variáveis políticas locais que podem afetar resultados e impactar projetos e investimentos de grande envergadura. Isso, sem falar em situações de crise...Antigos modelos de assistencialismo e do nefasto “toma lá, dá cá”, que pautavam estilos viciados de relações governamentais, estão sendo colocados em xeque pela própria evolução da cidadania e da fiscalização da sociedade e da imprensa.


Nesse ambiente, o comunicador como um diplomata empresarial, mesmo que atuando no seu próprio país,precisa estar alerta para navegar em meio a disputas partidárias, jogo de interesses, na força de mobilização e influência das mídias sociais e no conhecimento das alianças de poder.Nesse sentido, também se faz vital que, dentro da empresa, o comunicador encontre apoio da organização e da liderança. Que tenha um espaço confiável e seguro para expor questões sensíveis e assim descortinar soluções políticas alinhadas aos valores, à visão e à missão da empresa. As relações governamentais são, certamente, uma oportunidade para fortalecer a cidadania corporativa e a responsabilidade social, construindo pontes entre a iniciativa privada e os poderes públicos.


Um permanente desafio para os comunicadores de um Brasil que descortina novas perspectivas de investimento, interioriza seu crescimento econômico e expande suas influências, muito além das suas fronteiras nacionais.