Pular para o conteúdo principal

Novos rótulos, velhos conteúdos?


Coerência é uma cobrança permanente em tempos de transparência. Embalagens lindíssimas por fora com produtos ruins por dentro nos revelam que nem sempre o discurso está alinhado com a prática. O que serve para o mercado, serve para a política ou para o mercado político. Nas prateleiras partidárias encontramos de tudo, basta olhar para a esquerda ou para a direita. Recentemente, uma tendência que surgiu na Europa está sendo copiada pelos partidos brasileiros. Nomes tradicionais estão mudando para slogans panfletários e rotulando as agremiações partidárias numa verdadeira festa cosmética de marketing político. O PTN ou Partido Trabalhista Nacional, por exemplo, é agora o Podemos verde amarelo - que copiou o termo espanhol. O  PT do B, dissidência do PTB, virou o grito Avante. Já o PEN - Partido Ecológico Nacional tornou-se o Patriotas. Resta saber o que exatamente eles podem ou nós podemos, bem como identificar para onde o tal avante deseja avançar, exatamente? Questionando ainda se uns são mais patriotas que os outros - com certeza, são! As novidades ainda contam com o Livres e o Novo (que manteve a palavra partido na frente de seu nome).

Mais uma vez, aquilo que parece ser uma novidade, pode não resistir a uma análise mais profunda. Mas, propaganda funciona e ela vai sempre iludir alguns desavisados ou desinformados. O maios importante é ler o estatuto de cada um destes partidos e conhecer suas ideias e propostas, identificando as soluções para os problemas brasileiros e principalmente a origem dos recursos financeiros para resolver esses problemas. Afinal, quem paga a conta é o contribuinte e nós precisamos decidir nas próximas eleições qual o tamanho do Estado que queremos custear com o nosso suado dinheiro.

#VemPraUrna

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

No deserto não existe emprego.

Este título poderia ser escrito com várias variantes: "No deserto não existe marketing" ou "No deserto não existe administração" ou "No deserto não existe economia" e por aí vai. Caminhamos para o deserto? O que me salta aos olhos é o empobrecimento geral das cidades do Brasil. Caminhemos pelas ruas das nossas metrópoles ou mesmo cidades menores e veremos o crescente número de pedintes, pessoas esmolando e pedindo por um prato de comida. Entendo que a pandemia causou milhares de mortes. Compreendo que pessoas amadas se foram e famílias inteiras sofrem com diante do pânico causado pelo vírus chinês. Mas e a falta de trabalho e de empregos devido a fechamentos e restrições ao comércio nas ruas? E a fome? Faço a analogia com o deserto como uma terra arrasada. Nela nada existe, pois tudo virou areia seca. Silencioso, triste, isolado. No deserto não existem empresas, investimentos, renda, trabalho, não existem impostos a serem cobrados ou burocratas decidindo s...

Relações Governamentais.

  As empresas precisarão cada vez mais de comunicadores preparados para navegar nas ondas e tempestades das relações governamentais. A influência dos e de poderes como o Judiciário na sociedade brasileira e consequentemente no livre mercado crescerão cada vez mais.  Entender como funcionam , como negociar e também influenciar as decisões de agentes do Estado é um enorme desafio. E claro, defender seus legítimos interesses de forma legítima será, no meu entender, fundamental para a longevidade do negócio.